Dedicado á tudo aquilo que não pode ser explicado mas q eu me esforçarei em transformar em palavras.
domingo, 13 de março de 2011
Desabafo
Fechou os olhos.
Dane-se, ela estava triste e pronto.
Manu fechava os olhos com tanta força que depois de alguns segundos, as lágrimas, que até então estavam sendo evitadas ao máximo, se misturaram com a força das pálpebras e fizeram os olhos de Manu doerem.
Mas ela não ligava. Estava triste, cansada, com medo.
A cada momento que fechava os olhos, imaginava-se no aeroporto, na cidade de interior, na Europa, em qualquer lugar que pudesse fazer com ela se sentisse menos só.
Ela sentia dentro de si uma saudade absurdamente grande, como se por ela, chegasse a ser viável a possibilidade de largar tudo e partir também.
Ela só queria um abraço e alguém para dizer que iria ficar tudo bem.
Dane-se, ela estava triste e pronto.
Manu fechava os olhos com tanta força que depois de alguns segundos, as lágrimas, que até então estavam sendo evitadas ao máximo, se misturaram com a força das pálpebras e fizeram os olhos de Manu doerem.
Mas ela não ligava. Estava triste, cansada, com medo.
A cada momento que fechava os olhos, imaginava-se no aeroporto, na cidade de interior, na Europa, em qualquer lugar que pudesse fazer com ela se sentisse menos só.
Ela sentia dentro de si uma saudade absurdamente grande, como se por ela, chegasse a ser viável a possibilidade de largar tudo e partir também.
Ela só queria um abraço e alguém para dizer que iria ficar tudo bem.
Completa
Eu já estava deitada na cama e com as luzes apagadas quando uma coisa me veio na cabeça:
"Como fazer para saber se a pessoa que você ama também te ama?"
Na verdade, admito que esta pergunta raza e superficial acabou se tornando um pouquinho mais eficiente.
Eu não sei vocês, mas eu tenho uma capacidade absurdade de me apaixonar.
Não, eu não estou falando só daquele menino.
Eu falo de uma paixão em geral. Algo mais intenso do que o simples viver e muito mais rápido do que o amor em si. Claro, na maioria das vezes, ainda bem, colhi apenas bons frutos de cada uma dessa paixões.
Paixão pela vida, pelos amigos, pelo cheiro de chuva ou até mesmo paixão por chocolate.
É algo que você não escolhe, que quando se dá conta, já está impregnado na sua cabeça e tudo o que você fala se torna relacionado a algo ou alguém. Chega até a ser chato quando o único que realmente se importa com o que você está sentido é na verdade você mesmo.
Enfim, o fato é que isso veio na minha mente e agora eu estou perturbada.
Perturbada é uma palavra ruim. Eu estou intrigada.
Ok, melhorou.
Quais são os fatores, características, sei lá o que mais que são responsáveis por fazer com que a gente passe a gostar muito de alguém e não tanto de outra pessoa? Por que é tão simples conhecer alguém, se apegar e simplesmente não conseguir mais viver sem essa pessoa mesmo que ela não more perto ou fale com você todos os dias.
É de fato intrigante.
Mas eu não me sinto uma maluca quando penso sobre isso. Inclusive acredito que todo mundo passa por isso, só não têm é coragem de sair por ai escrevendo em locais públicos (ou até escrevem mas ninguém lê mesmo)
Para começar a pensar sobre esse assunto, resolvi pensar nas amizades. Pensei nas mais intensas. Independente de elas terem durado muito ou pouco, pensei nas características gerais, sabe... pra ver se faz algum sentido.
É claro que não cheguei a conclusão alguma.
Acho que é uma questão de vida, um momento difícil ou feliz que você acaba conhecendo alguém que por algum motivo, completou aquela parte que estava faltando no seu dia ou mesmo dentro de você, dependendo da intensidade.
O que importa é que eu estou me sentindo completa.
E espero estar completando alguém também.
"Como fazer para saber se a pessoa que você ama também te ama?"
Na verdade, admito que esta pergunta raza e superficial acabou se tornando um pouquinho mais eficiente.
Eu não sei vocês, mas eu tenho uma capacidade absurdade de me apaixonar.
Não, eu não estou falando só daquele menino.
Eu falo de uma paixão em geral. Algo mais intenso do que o simples viver e muito mais rápido do que o amor em si. Claro, na maioria das vezes, ainda bem, colhi apenas bons frutos de cada uma dessa paixões.
Paixão pela vida, pelos amigos, pelo cheiro de chuva ou até mesmo paixão por chocolate.
É algo que você não escolhe, que quando se dá conta, já está impregnado na sua cabeça e tudo o que você fala se torna relacionado a algo ou alguém. Chega até a ser chato quando o único que realmente se importa com o que você está sentido é na verdade você mesmo.
Enfim, o fato é que isso veio na minha mente e agora eu estou perturbada.
Perturbada é uma palavra ruim. Eu estou intrigada.
Ok, melhorou.
Quais são os fatores, características, sei lá o que mais que são responsáveis por fazer com que a gente passe a gostar muito de alguém e não tanto de outra pessoa? Por que é tão simples conhecer alguém, se apegar e simplesmente não conseguir mais viver sem essa pessoa mesmo que ela não more perto ou fale com você todos os dias.
É de fato intrigante.
Mas eu não me sinto uma maluca quando penso sobre isso. Inclusive acredito que todo mundo passa por isso, só não têm é coragem de sair por ai escrevendo em locais públicos (ou até escrevem mas ninguém lê mesmo)
Para começar a pensar sobre esse assunto, resolvi pensar nas amizades. Pensei nas mais intensas. Independente de elas terem durado muito ou pouco, pensei nas características gerais, sabe... pra ver se faz algum sentido.
É claro que não cheguei a conclusão alguma.
Acho que é uma questão de vida, um momento difícil ou feliz que você acaba conhecendo alguém que por algum motivo, completou aquela parte que estava faltando no seu dia ou mesmo dentro de você, dependendo da intensidade.
O que importa é que eu estou me sentindo completa.
E espero estar completando alguém também.
Vida Besta
Domingo a noite com cara de sábado.
A vontade de me arrumar é a mesma, o sapato de salto no armário continua ali, em baixo do vestido curto pendurado no cabide de madeira.
Talvez seja muito simples trasformar um domindo num sábado, uma segunda numa sexta...
Mas o que irrita é que nem todo mundo está afim de abraçar essa ideia maluca.
Mas eu vou dizer uma coisa... Eu que nunca fui impulsiva, mesmo de pijamas, estou quase chamando um taxi.
A vontade de me arrumar é a mesma, o sapato de salto no armário continua ali, em baixo do vestido curto pendurado no cabide de madeira.
Talvez seja muito simples trasformar um domindo num sábado, uma segunda numa sexta...
Mas o que irrita é que nem todo mundo está afim de abraçar essa ideia maluca.
Mas eu vou dizer uma coisa... Eu que nunca fui impulsiva, mesmo de pijamas, estou quase chamando um taxi.
ESCREVER
Fazia tempo que Manu não parava para escrever.
Por um segundo, ao ler alguns dos seus textos antigos, sentiu uma nostalgia estranha, como se escrever pudesse voltar a fazer algum sentido, como se a própria criatividade fosse capaz de mostrar-lhe lados que antes não via, reflexões distantes que durante o dia-a-dia corrido não aparecem assim tão simplesmente.
Escrever fazia bem, mostrava a verdade e ao mesmo tempo tinha o dom de fazer esquecer ou enfeitar algo que poderia ter sido tão bom quanto realmente foi.
Escrever era quase que uma terapia, por assim dizer.
Por um segundo, ao ler alguns dos seus textos antigos, sentiu uma nostalgia estranha, como se escrever pudesse voltar a fazer algum sentido, como se a própria criatividade fosse capaz de mostrar-lhe lados que antes não via, reflexões distantes que durante o dia-a-dia corrido não aparecem assim tão simplesmente.
Escrever fazia bem, mostrava a verdade e ao mesmo tempo tinha o dom de fazer esquecer ou enfeitar algo que poderia ter sido tão bom quanto realmente foi.
Escrever era quase que uma terapia, por assim dizer.
Send.
Sonhei com você hoje.
Estava andando numa loja de departamentos e te vi encolhida num canto meio choramingando. Nem foi preciso perguntar a ninguém o que se passava com você pois logo em seguida uma das vendedoras comentou comigo: "Ela está realmente muito chateada..."
E de fato estava.
Por um segundo dei-me conta de que apesar de pensar que estava muito perto de você, na realidade estava distante, há mais de 50 metros, creio eu. Independente da distância física, em seguida, sem pensar, sem sequer recorrer a qualquer raciocínio lógico ou racional, corri o mais rápido que pude até te alcançar, uma vez que você já estava andando cabisbaixa em direção a porta da loja.
De repente, lá estava eu, na sua frente, ignorando a falta de fôlego e me sentindo parcialmente culpada por poder dizer que estava feliz por ver você ali, tão perto de mim depois de tanto tempo distante.
Os seus olhos estavam maiores do que o normal. Não havia capricho na maquiagem de sempre e, por causa do ocorrido, o rímel que não borrava com água, estava ralo e sem vida.
Perguntei o que havia acontecido, você respondeu que estava magoada.
Estava andando numa loja de departamentos e te vi encolhida num canto meio choramingando. Nem foi preciso perguntar a ninguém o que se passava com você pois logo em seguida uma das vendedoras comentou comigo: "Ela está realmente muito chateada..."
E de fato estava.
Por um segundo dei-me conta de que apesar de pensar que estava muito perto de você, na realidade estava distante, há mais de 50 metros, creio eu. Independente da distância física, em seguida, sem pensar, sem sequer recorrer a qualquer raciocínio lógico ou racional, corri o mais rápido que pude até te alcançar, uma vez que você já estava andando cabisbaixa em direção a porta da loja.
De repente, lá estava eu, na sua frente, ignorando a falta de fôlego e me sentindo parcialmente culpada por poder dizer que estava feliz por ver você ali, tão perto de mim depois de tanto tempo distante.
Os seus olhos estavam maiores do que o normal. Não havia capricho na maquiagem de sempre e, por causa do ocorrido, o rímel que não borrava com água, estava ralo e sem vida.
Perguntei o que havia acontecido, você respondeu que estava magoada.
Não era comigo daquela vez -ainda bem-, mas sim com uma amiga que agora não me lembro mais o nome.
Como todo sonho, detalhes podem ser tanto ocultados quanto escancarados com o conforme a nossa imaginação vai trabalhando.
Não me lembro muito bem sobre o que falamos, mas lembro com clareza do lugar onde estávamos, das cores, do seu cabelo meio-preso com os cachos não muito definidos.Como todo sonho, detalhes podem ser tanto ocultados quanto escancarados com o conforme a nossa imaginação vai trabalhando.
Mas mesmo assim, apesar de toda a situação, você não estava feia daquele jeito que as pessoas normalmente ficam quando algo dá errado em suas vidas. Sabe, com olheiras, moletom velho e dente sem escovar. Você estava com um casaco preto de veludo moderno e um lenço rosa meio avermelhado. Dava até para notar que você tinha levado um certo tempo para escolher o que iria vestir antes de sair, levando em conta que o seu humor simplesmente não tinha nada a ver com a roupa que estava no seu corpo de europeia magrela.
Após alguns instantes, depois de conversarmos sobre os seus problemas, resolvi por em pauta a minha atual aflição -que era também provavelmente o motivo de eu ter sonhado com você-. eu te disse que não estava conseguindo te encontrar por telefone e você disse que iria me ligar a qualquer hora. Aí que aconteceu a parte mais interessante. Eu li os seus olhos.
Eu sabia que você não iria ligar.
Não porque não queria falar comigo, mas sim porque simplesmente não iria. Sabe, não era uma prioridade para você naquele momento. Afinal, encontrar comigo ali, naquela loja de departamentos era algo legal mas que não iria resolver todos os problemas da sua vida. Aliás, não iria resolver nada.
Passado o momento de epifania interna, percebi que ficar magoada por ouvir finalmente a verdade de alguém sincero como você não era a melhor maneira de conseguir a atenção que sempre prezei.
A distância fez com que a insegurança da amizade aumentasse, e com ela aumentou também a saudade e a necessidade de manter o contato diário.
Mas é claro que não é assim que as coisas funcionam... Não no mundo moderno, no Planeta Terra e muito menos entre uma amizade que atravessa o oceano.
E foi por isso que me conveio dizer assim, sem mais nem menos, sem frescura ou medo: "Eu sei que você não vai ligar."
Não disse aquilo para fazer dengo ou brincar de amiga mimada, mas sim porque senti dentro de mim algo sincero e direto que acabou tomando conta daquele segundo em que deixei a minha voz de bobeira.
O fato é que eu falei. E para minha surpresa, você estava ali, olhando para mim serenamente com um ar tranquilo como se estivesse captando mesmo que sem querer, a essência daquela frase simples e direta que eu acabara de dizer.
"É verdade, vou acabar esquecendo... Mas se você ligar, eu vou atender com alegria. Porque eu gosto muito de você."
E isso basta.
Virei as costas, e sem olhar para trás, fui me deixando perder em meio das cores e estampas em promoção.
Estava tudo bem, eu estava feliz e eu sabia que tudo ficaria bem com você. Porque tudo é questão de tempo e paciência. Sempre.
Não era preciso ver o seu rosto para saber que você estava sorrindo enquanto saía da loja com o celular na mão.
Apertou o "send" e ligou para a tal amiga para conversar sobre o ocorrido.
Foi então que, de repente, com um susto, acordei com o telefone tocando ao meu lado.
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